O ritual que marca o encerramento da festividade. Realizado de forma semelhante ao levantamento do mastro, é conduzido pelo cururueiro por meio de trovas que orientam a formação da procissão, a iluminação, a retirada das imagens dos santos do altar e o deslocamento até o mastro e a retirada das insígnias do mastro. No local, o capitão de mastro cava ao redor da base do mastro para soltá-lo e proceder à sua descida. As insígnias são retiradas pelo capitão de mastro, responsável pela coroa ou cruzeiro, e pelo alferes de bandeira, encarregado da retirada da bandeira.
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A descida do mastro ocorre em diferentes temporalidades, podendo ser realizada no dia seguinte à festa, na semana posterior ou até mesmo um mês após o seu levantamento. Esse momento pode acontecer de forma mais íntima, restrita aos organizadores da celebração, ou por meio de uma pequena cerimônia que reúne cururueiros e devotos. O ritual é realizado de maneira semelhante ao levantamento do mastro, preservando os procedimentos e simbolismos que caracterizam esse ritual.
Os cururueiros se posicionam em semicirculo diante do altar, para cantar uma carreira de louvação e trovas que marcam o início da celebração e, mediante trovas, direcionada aos presentes para a formação do cortejo para retirada do mastro. O ritual inicia com as “ordens” dada pelos cururueiros através de trovas que orientam, formar a procissão, realizar a iluminação, retirar, um a um, dos santos do altar, sair em direção ao mastro. Ao chegar no local instalado do mastro, os cururueiros dão o comando para o capitão de mastro cavar o pé do mastro, denominado de “catacumba de Adão”, para soltá-lo e descer o mastro. Na ausência do capitão de mastro, os cururueiros os substituem.
Após a descida do mastro, o cortejo se aproxima das insígnias nele afixadas, os cururuerios beijam a bandeira e os fiéis reptem os gestos. O capitão retira a coroa ou o cruzeiro que está no mastro e o alferes de bandeira retira a bandeira. Após guardar o varão do mastro, a “catacumba do Adão” é fechada e sobre ela é acesa a(s) vela(s). Em seguida, os cururueiros e a procissão dão três voltas ao seu redor, retornando em direção ao altar entoando versos de agradecimento e dispersão do cortejo. Em algumas situações ao regressar em direção ao altar, os cururueiros dão o comando para depositar os santos que foram levados para o cortejo e que as velas sejam apagadas. Dependendo da situação, os cururueiros formam-se o círculo da dança do cururu, tomam o licor de jatobá, finalizando o ritual de celebração.
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1Cuiabá, SECEL. Cadernos de Cultura: Cururu. Cuiabá, Central do texto, 2006. Loureiro, R. Cultura Matogrossenses: festas de santos e outras tradições, Entrelinhas, 2006
