Ritos e celebrações

Lavagem de S. João Batista - Comunidade Sítio Nicolau – foto 1
Ritos e celebrações

Lavagem de S. João Batista – Comunidade Sítio Nicolau

A comunidade Sítio Nicolau, localizada às margens do rio Cuiabá, na zona rural de Rosário Oeste, mantém a tradição da Lavagem de São João Batista. No dia 24 de junho, às cinco horas da manhã, os fogos de artifício rompem o silêncio da madrugada e anunciam à comunidade o início do ritual, renovando o compromisso com o santo. O cortejo parte da capela dedicada a São João Batista e percorre aproximadamente dois quilômetros até alcançar as águas do rio. À frente, os festeiros conduzem a imagem do santo, seguidos pelos fiéis, que levam imagens de outros santos, rezam e entoam o hino de São João Batista. Na sequência, vêm os fogueteiros, cujos fogos de estampido acompanham a caminhada e marcam a passagem do cortejo pelo caminho. Ao chegar à margem do rio, a água passa a integrar o próprio ritual, tornando-se parte essencial da experiência de devoção.

Procissão Fluvial e Terrestre de Nossa Senhora do Rosário: Padroeira de Rosário Oeste – foto 1
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Procissão Fluvial e Terrestre de Nossa Senhora do Rosário: Padroeira de Rosário Oeste

A celebração é realizada na manhã do dia 07 de outubro, data dedicada à Nossa Senhora do Rosário no calendário litúrgico. A procissão ressignifica simbolicamente o percurso fluvial pelo rio Cuiabá em direção ao Porto da Barra como narrativa da entrada da imagem da santa padroeira e, consequentemente, como marco da territorialidade religiosa local. Ao longo do trajeto, os devotos conduzem, em oração, o andor e as demais insígnias de Nossa Senhora do Rosário pelas ruas do centro histórico, enquanto os moradores e fieis manifestam sua devoção por meio de gestos de reverência, preces e homenagens à padroeira, reafirmando os vínculos entre fé, comunidade e território. A procissão culmina na Igreja Matriz, onde é celebrada a Missa Solene, encerrando o ciclo festivo dedicado à Nossa Senhora do Rosário.

Bandeira esmoleira – foto 1
Ritos e celebrações

Bandeira esmoleira

Constitui um momento marcado pela saída da bandeira esmoleira pelas ruas da cidade e das comunidades rurais, recolhendo donativos para a realização da festa ou visitando outros locais onde ocorrem em honra a santos. Em algumas comunidades, contudo, a circulação da bandeira esmoleira permanece restrita ao território comunitário, percorrendo as residências como uma manifestação simbólica de proteção e bênção às pessoas, que a recebem com reverência, beijam-na e a conduz para o interior da casa, em gesto de devoção e súplica por bênçãos, proteção e graças do(a) santo(a) homenageado (a).

Ritual de descida do mastro nas festas de santo – foto 1
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Ritual de descida do mastro nas festas de santo

O ritual que marca o encerramento da festividade. Realizado de forma semelhante ao levantamento do mastro, é conduzido pelo cururueiro por meio de trovas que orientam a formação da procissão, a iluminação, a retirada das imagens dos santos do altar e o deslocamento até o mastro e a retirada das insígnias do mastro. No local, o capitão de mastro cava ao redor da base do mastro para soltá-lo e proceder à sua descida. As insígnias são retiradas pelo capitão de mastro, responsável pela coroa ou cruzeiro, e pelo alferes de bandeira, encarregado da retirada da bandeira.

Ritual de Levantamento do Mastro nas festas de santo – foto 1
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Ritual de Levantamento do Mastro nas festas de santo

O levantamento do mastro marca o início da festividade e constitui um dos principais ritos das festas populares religiosas. A presença do mastro, com a coroa e o quadro do(a) santo(a), representa um marco simbólico e identitário da celebração, demarcando, temporariamente, o espaço da devoção. O levante do mastro possibilita que identidades coletivas reafirmem, o fortalecimento de laços comunitários e a continuidade das tradições religiosas transmitidas por gerações. Nesse ritual, os cururueiros desempenham papel central na celebração, que marca a abertura da festividade, conduzindo e dando direcionamento à celebração desde o seu início, com a louvação ao(à) santo(a) ou aos(às) santos(as) do altar e a subida do mastro do santo ao qual a festa é dedicada, até o seu encerramento, com a descida do mastro.

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