Festas Populares Religiosas

Festa de Santa Rita dos Impossíveis - Família de D. Maria Helena da Silva (Ribeirão Grande) – foto 1
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Festa de Santa Rita dos Impossíveis – Família de D. Maria Helena da Silva (Ribeirão Grande)

Realizada anualmente pela família de D. Maria Helena da Silva, na comunidade rural de Ribeirão Grande, a Festa de Santa Rita de Cássia constitui uma celebração de caráter familiar vinculada ao cumprimento de uma promessa transmitida entre gerações. Durante sua realização, a residência da festeira reorganiza-se temporariamente para acolher a celebração, transformando casa e quintal em espaços de devoção, partilha e sociabilidade. Mantida pela participação da família, de vizinhos e colaboradores, a festa preserva saberes, práticas e formas de cooperação que asseguram a continuidade dessa tradição no contexto do patrimônio cultural imaterial de Rosário Oeste.

Festa do Divino Espírito Santo - Família Xavier de Matos (Comunidade Barreiro Vermelho) – foto 1
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Festa do Divino Espírito Santo – Família Xavier de Matos (Comunidade Barreiro Vermelho)

Realizada tradicionalmente pelos descendentes do Sr. Manoel Xavier de Matos e de D. Maria Joana de Matos, a festa teve origem em 1952, no espaço doméstico da comunidade Barreiro Vermelho. Entre os rituais tradicionais estão o levantamento do mastro, a ladainha, o cururu, o siriri e a dança de São Gonçalo. Ao longo do tempo, algumas práticas foram transformadas, enquanto outras, como a vaquejada, deixaram de ser realizadas. Os preparativos envolvem a produção de alimentos, biscoitos e licor artesanal, mobilizando familiares e devotos em torno da festa. A cozinha coletiva preserva modos tradicionais de preparo, como o uso dos tacurus a lenha e a produção de pratos típicos das festas de santo. A bandeira do Divino também percorre as residências da comunidade, levando bênção e proteção às famílias. Em 2010, a construção da Capela do Divino Espírito Santo e do barracão comunitário marcou uma nova etapa da celebração. Atualmente, a festa é organizada pelas novas gerações da família, mantendo viva a memória e os saberes de seus antepassados.

Festa do Divino Espírito Santo - Família D. Emília de Arruda (Bairro Santa Isabel) – foto 1
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Festa do Divino Espírito Santo – Família D. Emília de Arruda (Bairro Santa Isabel)

Realizada há mais de 70 anos, a festa teve início em 1952, no Sítio Laranjal, por iniciativa do Sr. Dionísio Bispo de Arruda e de D. Maria do Carmo de Arruda. Após passar por diferentes espaços rurais, foi transferida para a cidade em 1999, por iniciativa de D. Emília de Arruda de Almeida. Atualmente, acontece no espaço do Mangueiral, construído para manter elementos das antigas festas rurais. O local reúne altar, barracões, cozinha, fogões a lenha e fornalha, preservando saberes culinários e formas coletivas de trabalho. A celebração ocorre cinquenta dias após a Páscoa e tem início com a novena de Pentecostes.Entre seus principais momentos estão o levantamento e a descida do mastro, a ladainha, a partilha de alimentos, o leilão, o bingo e o baile. O mastro reúne símbolos do Divino Espírito Santo, como a pomba branca e a cor vermelha. Algumas práticas foram transformadas ao longo do tempo, como o baile, que passou a contar com músicos contratados e som eletrônico. Desde 2019, os filhos de D. Emília assumem a organização da festa, mantendo a tradição familiar.

Festa de São Bento e Nossa Senhora Aparecida - Família do Sr. Tolentino Garcia da Silva (Ribeirão Grande) – foto 1
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Festa de São Bento e Nossa Senhora Aparecida – Família do Sr. Tolentino Garcia da Silva (Ribeirão Grande)

Realizada anualmente em agosto, na comunidade rural de Ribeirão Grande, a Festa de São Bento e Nossa Senhora Aparecida tem origem em um pacto votivo assumido pelo Sr. Rozeno Lima da Silva. Após seu falecimento, a tradição foi continuada por seu filho, Sr. Tolentino da Silva, e sua esposa, Marlene P. da Silva. Atualmente, a organização é compartilhada entre seus descendentes, mas a celebração permanece conhecida como “Festa do Sr. Tolentino de Ribeirão Grande”. A festa reúne duas devoções que se complementam. Nossa Senhora Aparecida é reconhecida como protetora da família e do lar, enquanto São Bento é associado à proteção da vida cotidiana, do trabalho no campo e contra animais peçonhentos. Essa dupla devoção está presente nos mastros e na sequência da ladainha, dedicada inicialmente a Nossa Senhora Aparecida e, depois, a São Bento. A casa e o quintal constituem o centro da celebração. Enquanto a sala se transforma temporariamente em espaço de oração e memória, a varanda, a cozinha e o quintal acolhem os preparativos, o trabalho coletivo e a convivência entre familiares, vizinhos e visitantes. O leilão de prendas e a venda de bebidas também contribuem para o custeio da festa. Durante a ladainha, a memória do Sr. Tolentino se faz presente junto aos santos, reafirmando os vínculos afetivos e familiares que sustentam a continuidade da promessa.

Festa de São José - Família de D. Maria Isolina e Sr. Américo Batista da Silva (Comunidade Cachoeirinha) – foto 1
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Festa de São José – Família de D. Maria Isolina e Sr. Américo Batista da Silva (Comunidade Cachoeirinha)

A Festa de São José é uma tradição de devoção familiar iniciada na comunidade rural Nicolau e preservada pelos descendentes de D. Maria Isolina e do Sr. Américo Batista da Silva. Após permanecer interrompida por cerca de trinta anos, a celebração foi retomada em 2003, a partir de um compromisso renovado pela família.Atualmente, a festa possui uma característica singular: seu espaço de realização é itinerante. Como os familiares vivem em diferentes localidades, a celebração acontece, a cada ano, na comunidade onde reside a família responsável por sua organização. Em 2025, foi realizada na Comunidade Cachoeirinha e, em 2026, a responsabilidade passou para uma nova geração da família.Realizada ao longo de dois dias, a programação reúne missa, reza cantada, partilha gratuita de alimentos, leilão, baile e matinê. Os preparativos são realizados em mutirão, envolvendo familiares e amigos no preparo das comidas, na organização do espaço e na realização da festa.O encerramento é marcado pela entrega da imagem de São José aos festeiros do ano seguinte, gesto que simboliza a transmissão do compromisso de manter a devoção e organizar a próxima celebração.

Festa de São Benedito - Família Oliveira (Rua da Barra) – foto 1
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Festa de São Benedito – Família Oliveira (Rua da Barra)

A Festa de São Benedito da Rua da Barra, realizada tradicionalmente no Sábado de Aleluia, tem mais de um século de história e teve origem em uma promessa feita por D. Maria Joaquina de Oliveira e Sr. Manoel Cipriano de Oliveira, na antiga sesmaria do Sales, zona rural de Rosário Oeste. Ao longo das gerações, a celebração acompanhou o deslocamento da família, passando pelo Pai Caetano até chegar à cidade. Atualmente, a festa é organizada coletivamente pelos descendentes da família Oliveira, reunindo também vizinhos, amigos, compadres e devotos. Entre seus principais momentos estão o levantamento do mastro, a procissão, o cururu, a ladainha, o tradicional Tchá co’ bolo, a partilha de comidas, o baile e os trabalhos realizados na cozinha comunitária. A preparação dos alimentos mobiliza diferentes gerações e constitui importante espaço de transmissão de saberes e cooperação. A festa também transforma temporariamente a Rua da Barra e seus espaços comunitários, que assumem diferentes funções ao longo da celebração, entre devoção, trabalho, acolhimento, convivência e lazer.

Festa de Nossa Senhora do Rosário - Padroeira da Cidade (Igreja Matriz) – foto 1
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Festa de Nossa Senhora do Rosário – Padroeira da Cidade (Igreja Matriz)

A Festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Rosário Oeste, é celebrada anualmente no mês de outubro, tendo o dia 7 como data principal. A devoção à santa está profundamente ligada à história do município, remontando à antiga capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário, construída em 1751, e à formação do próprio núcleo urbano. Atualmente, a celebração reúne práticas religiosas e momentos de convivência comunitária. O ciclo festivo inclui novenas, esmolação da bandeira, missas, procissões, levantamento do mastro, reza cantada, leilões, bingo, apresentações culturais e partilha de comidas típicas. Entre os momentos centrais está o levantamento do mastro, acompanhado pelo cururu. O cortejo reúne sacerdote, rei, rainha, alferes, capitão de mastro e devotos, que conduzem a imagem e a bandeira de Nossa Senhora do Rosário até o local do ritual. A esmolação da bandeira também ocupa lugar importante na celebração. Ao percorrer bairros e comunidades, a bandeira leva simbolicamente a presença da padroeira às casas, onde os devotos recebem a bênção e pedem proteção para suas famílias.

Festa do Divino Pai Eterno (Comunidade do Pai Eterno) – foto 1
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Festa do Divino Pai Eterno (Comunidade do Pai Eterno)

Realizada em outubro, na comunidade rural do Pai Eterno, às margens do rio Cuiabá, a festa reúne moradores, familiares, devotos e visitantes em torno da devoção à Santíssima Trindade. Sua história está ligada à narrativa do aparecimento da imagem do Divino Pai Eterno nas águas do rio, que permanece como importante referência na memória da comunidade. A preparação da festa mobiliza moradores e familiares em mutirões, envolvendo a organização dos espaços, a produção de alimentos e a manutenção das estruturas comunitárias. Desde maio, a bandeira esmoleira percorre comunidades, bairros e outras festas religiosas, arrecadando doações e levando bênçãos e proteção às famílias visitadas. Em outubro, a celebração reúne missa, levantamento do mastro, reza cantada, cavalgada, partilha gratuita de alimentos, leilão e baile. Entre os saberes preservados está a produção artesanal da tradicional broa de milho, preparada com milho e fécula de mandioca, cuja receita é mantida por familiares da comunidade do Nicolau.

Festa de Nossa Senhora Aparecida - Família do Sr. Luiz Augusto da Silva (Ribeirão Grande) – foto 1
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Festa de Nossa Senhora Aparecida – Família do Sr. Luiz Augusto da Silva (Ribeirão Grande)

Realizada em novembro, na comunidade rural de Ribeirão Grande, a Festa de Nossa Senhora Aparecida é uma tradição preservada pelos descendentes do Sr. Luiz Augusto da Silva e de D. Jovina F. da Silva. Após o falecimento do casal, em 2015 e 2016, respectivamente, a continuidade da celebração passou a ser assumida pelos treze filhos. Anteriormente realizada durante três dias, a festa atualmente acontece em apenas um dia. A ladainha em louvor à santa inaugura o tempo ritual da celebração, seguida pela partilha gratuita de alimentos, pelo festival de prêmios (bingo), pelo leilão de pratos típicos e pelo baile. Os preparativos envolvem familiares de diferentes gerações, que se reúnem no quintal para produzir biscoitos, licores, carnes e outros alimentos tradicionais. Durante a festa, a casa e seu entorno são reorganizados para acolher os participantes, transformando temporariamente o espaço doméstico em lugar de devoção, convivência e memória. O leilão e o bingo contribuem para o custeio da festa seguinte, enquanto o trabalho coletivo e a partilha fortalecem os vínculos entre familiares, devotos e comunidade.

Festa de Nossa Senhora Aparecida - Família da D. Julieta B. Almeida (Mangueiral) – foto 1
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Festa de Nossa Senhora Aparecida – Família da D. Julieta B. Almeida (Mangueiral)

A Festa de Nossa Senhora Aparecida, realizada tradicionalmente em setembro, mantém uma prática votiva iniciada pelo Sr. Marcelino Ferreira, na zona rural de Rosário Oeste. Na década de 1970, com a mudança da família para a cidade, a celebração também foi transferida, preservando a tradição em um novo território. No passado, a festa reunia moradores de diferentes localidades e era marcada pelo encontro, pela fé e pelo lazer. Entre os preparativos, destacava-se a produção coletiva dos biscoitos para o tradicional Tchá co’ bolo, feita no pilão e envolvendo diferentes gerações. Com a mudança para a cidade, esse modo tradicional de fazer foi sendo transformado. Atualmente, os preparativos começam na casa da família, com a produção de doces, licores e outros alimentos que serão compartilhados durante a celebração. No espaço do Mangueiral, acontecem o levantamento do mastro, a participação dos cururueiros, a reza cantada, o leilão, o baile, o almoço comunitário e a matinê. Ao final, são escolhidos os novos festeiros, garantindo a continuidade da festa no ano seguinte.

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